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Empresários da Malásia querem investir em Tefé

Uma comitiva de doze pessoas, das quais oito empresários da Malásia mais uma equipe do governo estiveram em Tefé no início de maio para conhecer a área do antigo projeto da EMADE e avaliar as condições da área para um possível investimento. A visita dos empresários aconteceu depois que três técnicos daquele país visitaram o município a convite do governo do Estado e deram parecer positivo à plantação da palmeira que dá origem ao biodiesel e o óleo de dendê. A retomada do projeto da EMADE já vinha sendo estudada pelo governo do estado, o Centro de Estudos Superiores de Tefé - CEST/UEA já havia realizado um Workshop sobre o cultivo do dendê, mas somente agora o projeto dá sinais de que será executado.

O prefeito Sidônio Gonçalves esteve em Manaus, no Palácio Rio Negro, a convite do governo do Estado onde participou da assinatura da carta de intenção da reativação do projeto de cultivo da Palma do dendê. Segundo o prefeito, com a reativação do projeto, 400 empregos diretos serão gerados de imediato com perspectiva de chegar a 2.500 empregos no decorrer das atividades. Sidônio Gonçalves informou que os empresários se mostraram bastante entusiasmados com o potencial econômico do município e que os investimentos deverão iniciar no prazo de quatro meses, quando a previsão de investimento seria de um ano. "Graças ao espírito empreendedor do governo Eduardo Braga e ao momento novo que o município de Tefé vive, estamos conseguindo atrair investimentos para gerar emprego e renda em nosso município", afirma o prefeito Sidônio, dizendo ainda colocar a prefeitura a disposição para viabilizar a execução do que ele define como um grande projeto econômico para Tefé.

Segundo especialistas, a topografia, o clima, solo, a umidade e o índice pluviométrico reúnem condições técnicas como em poucas partes do mundo. O professor Afonso Celso Candeira Valois, um dos maiores especialistas sobre a planta no Brasil diz que a Elaeis oleifera, dendê americano ou dendê amazônico possui três características importantes, uma é a taxa de crescimento que é inferior ao da Elaeis guineensis, dendê africano e a outra é a qualidade do óleo que tem a maior percentagem de ácidos graxos insaturados (menor índice de gordura) e resistência ambiental. No entanto o dendê amazônico, em compensação produz muito menor quantidade de óleo em relação ao africano. Porém quando o dendê amazônico é cruzado com o africano, o híbrido interespecífico, carrega a qualidade do dendê amazônico e a quantidade do dendê africano. O professor afirma que a EMBRAPA desenvolveu uma semente híbrida que é considerada o dendê do futuro que, segundo o professor Valois, na realidade, já está no presente porque essa semente tem sido exportada para outros países, inclusive, a Malásia que é o maior produtor mundial. Esse híbrido que será cultivado em Tefé.

 

 
 
 
 
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