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Conselho da Fundação Amazonas Sustentável toma posse
O governador do Amazonas, Eduardo Braga, empossou na terça-feira, 04/03, os 12 conselheiros que integram a Fundação Amazonas Sustentável (FAS), instituição privada sem fins lucrativos com delegação para operar os direitos e serviços ambientais de 17 milhões de hectares de terras públicas do estado em unidades de conservação.

Após a posse, realizada, durante viagem de barco à comunidade de Jacarequara, na Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) Uatumã, foi ministrada uma oficina para os beneficiários do programa Bolsa Floresta e os conselheiros da FAS.

O conselho tem formação plural representando a iniciativa privada, o poder público, o meio acadêmico e organizações sócio-ambientais. Os integrantes são: Márcio Cypriano, presidente do Banco Bradesco; Lírio Parisotto, presidente do Conselho de Administração da Videolar; Phelippe Daou, diretor-presidente da Rede Amazônica de Rádio e Televisão; Eduardo Braga, governador do Amazonas, Flávia Grosso, superintendente da Suframa; Denis Minev, secretário de Planejamento do Amazonas; Adlaberto Val, diretor do Inpa; Carlos Nobre, diretor do INPE; Jaques Marcovich, direto da USP; Manoel Cunha, presidente do Conselho Nacional de Seringueiros; Estevão Tucano, dirigente da Coordenação das Organizações Indígenas do Amazonas e Mario Mantovani, presidente do SOS Mata Atlântica.

Fonte: www.amazonas.am.gov.br

Delegado da PF diz que, em Tabatinga, quem não traficou 'um dia vai traficar'

A presença de guerrilheiros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) no Brasil não é visível, mas os efeitos de suas ações refletem no cotidiano dos brasileiros em Tabatinga (AM), que fica na fronteira com a Colômbia. A entrada de pasta base de cocaína no país é feita por Tabatinga, segundo a Polícia Federal, e o grande fluxo da droga faz com que o consumo da cocaína seja intenso na cidade.

“Quem não traficou, um dia, vai traficar droga em Tabatinga. Só neste ano já apreendemos cerca de 200 kg de pasta base de cocaína”, disse Eduardo Primo da Silva, delegado subchefe da Polícia Federal em Tabatinga. No ano passado, a PF apreendeu 1,5 tonelada da droga na cidade.
Tabatinga faz parte da tríplice fronteira entre Brasil, Colômbia e Peru.
Na madrugada deste domingo (9), seis pessoas foram presas, em flagrante, sob suspeita de tráfico internacional de drogas. A cocaína, que ainda seria pesada ao longo do dia, estava escondida em embarcações conhecidas na região como recreio. Os traficantes foram descobertos durante uma ação de fiscalização no Rio Solimões.

Segundo informações da PF, a droga saiu do Peru e foi transportada por um grupo contratado por colombianos. “Essa é a rota usada pelas Farc para distribuir cocaína pelo Brasil”, disse Primo.
O delegado disse ter identificado que a droga entra em território brasileiro por meio de embarcações. “O problema é justamente encontrar a embarcação com a pasta base de cocaína. Imagina um barco com mais cem pessoas. Como vamos revistar um a um e ainda checar toda a bagagem?", questiona.

Primo afirmou que os policiais federais fazem operações constantes para localizar os traficantes e a droga. “Sabemos que apreendemos muito pouco. Não conseguimos mensurar o quanto de cocaína entra no país por Tabatinga, mas o que a PF apreende ainda é a menor parte do fluxo todo.”

Matadores de aluguel
O número de homicídios relacionados ao tráfico de drogas é crescente em Tabatinga, segundo o delegado. Uma das razões, na avaliação de Primo, é a quantidade de policiais civis e militares.

Ele faz uma comparação com o total de policiais em Letícia, a cidade colombiana do outro lado da fronteira. “A polícia de Letícia tem um efetivo de 450 homens para 40 mil habitantes. Em Tabatinga, são pouco mais de 40 policiais para 45 mil habitantes. É muito pouco”, disse.
Como resultado, segundo ele, Tabatinga registrou um índice de cem mortes para cada mil habitantes em 2007. O número seria maior, segundo Primo, se fossem contadas mortes fora da área urbana.

"Não há problemas de bala perdida. São crimes 'de mando'. Quem mata sabe quem tem de matar e só atira na cabeça”, disse Primo.
Para cometer os homicídios, os traficantes recrutam jovens menores de idade. “A faixa etária considerada ideal pelo tráfico varia de 15 a 25 anos, mas cada vez mais é possível notar que as crianças são chamadas para esse tipo de trabalho”, disse primo.

O delegado explicou ainda que os criminosos não temem a presença da polícia para cometer os assassinatos. “Se der, eles matam na nossa frente. Foi isso que aconteceu recentemente, quando um homem foi morto a tiros perto da sede da PF na cidade”, disse.

Fonte: G1
EDUCAÇÃO FÍSICA em 16 municípios e TURISMO em Presidente Figueiredo
Utilizando o Sistema Presencial Mediado por tecnologia, a UEA dá início, também nesta segunda, dia 10, ao curso de Educação Física, que será ministrado a 832 alunos, distribuídos em 16 municípios: Itacoatiara, Parintins, Tabatinga, Tefé, Manacapuru, Presidente Figueiredo, Boca do Acre, Carauari, Careiro Castanho, Coari, Eirunepé, Humaitá, Lábrea, Manicoré, Maués e São Gabriel da Cachoeira.

O curso visa formar o profissional para atuar no magistério das quatro últimas séries do Ensino Fundamental e no Ensino Médio, objetivando proporcionar ao educador a aquisição de competências que deverá ocorrer mediante uma ação teórico-prática, ou seja, toda sistematização teórica articulada com o fazer e todo fazer articulado com a reflexão. Com a oferta do curso a UEA pretende formar profissionais capazes de promover a construção do conhecimento na área da Educação Física vinculando-o à realidade amazônica.

Turismo - Outra área contemplada com a oferta de novos cursos foi a de turismo. Desta forma, o curso, que já é oferecido em Manaus, passa a ser ofertado também em Presidente Figueiredo, município de reconhecido potencial turístico. O curso tem como objetivo preparar os futuros profissionais para a atuação no planejamento, na gestão, na pesquisa e na docência da área de turismo, tendo como foco o turismo como fenômeno econômico e social.

O campo para atuação nesta área é bastante abrangente, englobando o planejamento turístico, pesquisa de fontes de atuação turística, trabalho em agências de viagens e transportadoras, hospedagem e promoção de evento, tais como congressos, feiras, simpósios, reuniões culturais e festividades. Nesse ponto, atua tanto na função de organizador quanto na de executor. Outro campo de atuação é o do lazer e recreação, no qual o aluno pode optar por assessoria, treinamento de recursos humanos e magistério.

O mercado é altamente competitivo e em constante transformação, o que exige a formação de profissional apto a atuar no meio ambiente das sociedades onde são desenvolvidas, contemplando as relações entre o conhecimento teórico e a prática cotidiana da profissão. O profissional de turismo tem que ter a consciência da cidadania e a manifestação de princípios éticos na sua atuação no mercado, no trato com o consumidor, com as populações receptoras e com relação ao ambiente natural e cultural dos locais visitados.
Barrada na Irlanda, brasileira passou 11 horas na prisão
Em meio aos problemas com a entrada de brasileiros na União Européia pela Espanha, uma jovem brasileira viveu momentos de tensão e se sentiu discriminada em um outro país do continente, a Irlanda.

Estudante de italiano em Milão, Marcela Mouawad, de 18 anos, já tinha recebido a permissão de entrar na União Européia quando chegou à Itália há mais de um mês, o que deveria simplificar o controle migratório nos demais países do grupo. Ela ia passar um final de semana na Irlanda, mas a única noite da viagem de turismo foi passada em uma cadeia. Ela ficou 11 horas numa cela até que foi levada ao aeroporto e mandada de volta à Itália.

Segundo ela, ao chegar no aeroporto, o controle era muito grande com todos os viajantes. "Entrei na fila de passaportes de fora da União Européia e eles estavam fazendo muitas perguntas para gente de todas as nacionalidades, mas barravam apenas os brasileiros", contou, em entrevista ao G1, direto de Milão, para onde voltou após o susto.

Preconceito

"Eles demonstraram bastante preconceito com os brasileiros. Eles nos tratavam muito mal, como se todos os brasileiros fossem criminosos. Eu tinha como comprovar que era estudante em Milão, tinha o telefone da escola, comprovação da hospedagem, mas eles não quiseram saber."

Marcela contou que não sabe se o local para onde foi levada era uma cadeia comum. "Era muito pequena, e só estávamos eu e uma outra brasileira. Era uma prisão separada, com celas, uma cadeia mesmo, fora do aeroporto", disse. Segundo ela, o local tinha cama, "mas fiquei a noite acordada. Fiquei com medo de ser mantida presa lá."

Ela contou que ficou preocupada porque não voltou a receber informações depois que chegou à prisão. "Ficamos com medo de ficar lá. Eles haviam avisado que me mandariam de volta para a Itália, mas não deram certeza, só confirmaram pela manhã."

 
 
 
 
 

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