Página Inicial
Nossa História
Expediente
Assinaturas
Anunciar
Classificados
Lista Tefefônica
 
Editorial
Política
Nacional
Cidade
Mural
Charge
Esportes
Policia
Turismo
 
Mamirauá
Google
Yahoo
Hotmail
Portal Transparência
Receita Federal
UEA
Acrítica
Globo
Web Vestibular
Portal Solimões
Tefeonline
IBGE
Amazonas
CNM
UNE

A língua portuguesa é recheada de regras e é cada vez mais notável a distância que separa a norma culta de seus falantes. Isso em parte se justifica pelo próprio fato de que as pessoas não cultuam o hábito de ler, mas ainda há aqueles que lêem e apresentam resistência em por em prática aquilo que aprendem na gramática. No contexto dos erros da língua estão inseridos os que ignoram as regras e os que as conhecem, mas mesmo assim estes não se sentem à vontade para falar obedecendo-as. É como o primo rico, aquele que todos admiram, comentam, mas não conseguem ter intimidade com ele.

De certa forma todos acabam contribuindo para aumentar a distância entre a língua culta e a coloquial. Aparentemente isso não é muito ruim, porque se parte do princípio de que o mais importante é que a sua mensagem seja compreendida. E ainda há aqueles que são enfáticos em dizer que isso é o que importa, - você entendeu? - Então pronto! Opiniões à parte, o fato é que quando alguém vai se submeter a um concurso público, o que se ver é um corre-corre, bate um desespero e a necessidade de se conhecer as regras da própria língua. Por ironia, a língua portuguesa é a matéria que mais reprova nos exames vestibulares, seja em forma de prova objetiva ou na hora da redação. Essas dificuldades seriam mínimas se as pessoas se habituassem a falar da forma que estudam nas gramáticas, mas o erro parece que tem mais força do que a própria vontade, necessidade ou consciência de se falar corretamente, daí ele continua; como conseqüência, mais concurso, mais desespero e mais reprovação.

C
urioso é também a substituição de palavras para justificar erros ou atitudes que merecem reprovação, tipo esquecimento, distração, indiferença e etc. Por exemplo, você comete um erro e aí justifica - foi mal! Esqueceu algo no lugar errado - foi mal! O foi mal acaba sendo uma maneira de pedir desculpa, reparar os erros, e muitas outras maneiras que o foi mal poderá ser utilizada. O mundo moderno nos ajuda a empobrecer a língua portuguesa; as gírias, às vezes, até soam como algo não muito, "careta", digamos assim, - opa! -Acabei de uma. Mas a verdade é que ela usada em excesso acaba comprometendo a beleza da língua portuguesa. Assim, o foi mal, as gírias e os neologismos excessivos acabam tirando a riqueza e toda beleza que é a língua portuguesa e quando isso acontece, então, sim - agora foi mal!?

E
m se falando de modernidade, há os viciados em salas de bate-papo na internet e o você vira vc, também passa a ser tb, aqui é aki e assim sucessivamente. O problema é que o hábito de uma situação leva a outra, é aí que mora o perigo! O computador faz com que as pessoas escrevam menos, calculem menos e algumas coisas passam a ser de menos e outras demais. O século XXI chegou e parece que estamos tão deslumbrados com os benefícios tecnológicos que esquecemos de práticas importantes como escrever e calcular. De positivo temos as informações em tempo real, já não nos limitamos à televisão, esta que é ávida por consumidores e que contribui substancialmente para estabelecer valores e modas sem se preocupar com a conveniência de quem irá consumir. Já a internet você tem a liberdade de escolher o que quer ver, mas essa liberdade nos coloca também diante do risco de sermos fúteis já que ela é um mundo sem limites, você tem do ótimo ao péssimo. Fica a conclusão de que o importante é ter bom senso e não permitir que a tecnologia, o modismo ou o chique suplante os valores que fazem da vida a grande emoção na maneira de falar, se desculpar, se informar e de viver.

(RAIFRAN BRANDÃO ARAÚJO)



Criação e Desenvolvimento: isnard.webdesigner - Todos os direitos para www.folhadetefe.com.br - 2008