|
A
construção do Porto Fluvial
de Tefé ainda nem começou,
mas as conseqüências negativas
da estrada da Emade já são
visíveis. Ao longo do percurso há
fortes indícios de crimes ambientais,
como desmatamento e queimadas.
Segundo o fiscal
do IBAMA e Analista Ambiental, Jeandro Guerreiro
Pantoja, o IBAMA tem conhecimento dos crimes
cometidos naquela área, diz, inclusive,
que o órgão já realizou
algumas autuações no local.
Ele diz que
por se tratar de uma área de expansão
urbana estão acontecendo algumas
atividades agroflorestais de maneira ilegal.
"Nós entendemos que o cidadão,
o agricultor precisa fazer o seu roçado,
tirar uma árvore para fazer sua casa
e essa autorização dever ser
conferida pelo Instituto de Proteção
Ambiental do Amazonas - IPAAM, mas lembra
que este órgão do governo
competente para conceder o licenciamento
não está no município,
assim, ainda que as pessoas estejam bem
intencionadas o próprio estado acaba
não oferecendo as condições
ideais para que ele aja dentro da lei. Ele
afirma que a Secretaria de Meio Ambiente
e o IBAMA estarão fazendo contato
com o IPAAM para viabilizar a concessão
da licença por Tefé. O fiscal
do IBAMA fala da importância da questão
educativa e diz que o diálogo tem
sido uma das alternativas que o órgão
tem usado na tentativa de atenuar o problema.
Ele informa que o IBAMA hoje dispõe
de um sistema de monitoramento via satélite
e alerta os infratores, inclusive os transportadores
de material ilícito, caso, por exemplo,
de madeiras e lenhas.
Cristina Silva,
em exercício na Gerência Executiva
do IBAMA em Tefé, diz que o IBAMA
tem conhecimento de que desde que iniciaram
as obras da estrada da Emade o desmatamento
aumentou, tanto pela quantidade de denúncias
apresentadas ao órgão como
pelo próprio acompanhamento do IBAMA.
Ela sugere à população
que continue denunciando os crimes contra
o meio ambiente, sugere, inclusive, o uso
da Linha Verde (0800-618080), que é
um serviço de discagem gratuita da
entidade para denúncias.
|